A deflagração da Operação Merenda Digna, realizada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (21), colocou a administração do prefeito Valderico Junior (União Brasil) no centro de uma forte crise política e administrativa em Ilhéus. A investigação federal apura possíveis irregularidades em contratos ligados ao fornecimento da merenda escolar no município.

Eleito em 2024 com discurso voltado à renovação política e à modernização da gestão pública, Valderico Junior agora enfrenta o momento mais delicado desde o início do mandato. A operação investiga contratos que somam aproximadamente R$ 15,5 milhões.

De acordo com a Polícia Federal, as apurações identificaram indícios de direcionamento em processos de contratação, possível atuação coordenada entre empresas participantes e suspeitas de sobrepreço que ultrapassariam R$ 1,7 milhão.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Ilhéus, Itagimirim, Camaçari e Lauro de Freitas. A operação atingiu empresários, servidores públicos e empresas investigadas no suposto esquema. O empresário Robson Santiago foi preso durante a ação.

Após a repercussão da operação, a Prefeitura de Ilhéus divulgou nota oficial afirmando que a denúncia que originou a investigação possui motivação política. No comunicado, a administração municipal declarou que adversários estariam utilizando “o aparato investigativo” contra a atual gestão.

A prefeitura também informou que vem colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação e sustentou que os contratos e processos administrativos seguem a legislação vigente.

A Operação Merenda Digna segue em andamento e os materiais apreendidos deverão passar por análise da Polícia Federal para aprofundamento das investigações.

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