O custo da cesta básica voltou a subir em fevereiro nas cidades de Ilhéus e Itabuna, segundo levantamento do projeto Acompanhamento do Custo da Cesta Básica (ACCB), desenvolvido pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

Em Ilhéus, o conjunto de 12 produtos essenciais passou a custar R$ 565,26, registrando alta de 2,14% em relação ao mês de janeiro. Já em Itabuna, a cesta chegou a R$ 579,52, com aumento mais moderado de 0,39% no mesmo período.

Na Terra da Gabriela, oito dos 12 itens pesquisados tiveram aumento de preço. As maiores altas foram registradas na carne (6,17%) e no feijão (5,87%), seguidas por pão (3,09%), leite (2,57%) e café (2,23%). Por outro lado, alguns produtos apresentaram queda, como banana (-5,38%), manteiga (-4,49%), tomate (-2,08%) e açúcar (-1,80%). A carne bovina continua sendo o item de maior peso na cesta, representando 35,06% do valor total.

Em Itabuna, seis produtos ficaram mais caros e seis registraram redução. O feijão liderou as altas (9,37%), seguido por tomate (7,62%), pão (3,83%) e manteiga (3,02%). Entre as quedas, destaque para o arroz (-16,01%), além de banana (-7,85%), café (-2,59%) e leite (-2,26%). Mesmo com aumento menor no mês, o valor total da cesta segue mais alto que o registrado em Ilhéus.

O levantamento também aponta o impacto no orçamento do trabalhador. Em fevereiro, um morador de Ilhéus precisou trabalhar cerca de 82 horas e 56 minutos para adquirir a cesta básica, o equivalente a 37,7% do salário mínimo líquido. Em Itabuna, o tempo necessário foi ainda maior: 85 horas e 1 minuto de trabalho, comprometendo cerca de 38,65% da renda mensal.