A Praia do Cristo, em Ilhéus, foi palco de fé, tradição e ancestralidade durante a celebração do Dia de Iemanjá, que marcou mais uma edição histórica da festa dedicada à Rainha do Mar. A Festa de Iemanjá foi uma realização de RM Ratinho Menezes, com apoio da Prefeitura de Ilhéus, Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), da Secretaria de Cultura de Ilhéus, além de representantes do Conselho de Políticas Culturais de Itabuna.

O evento, realizado ao longo de todo o dia 2 de fevereiro, reuniu milhares de pessoas e dezenas de terreiros, consolidando-se como uma das maiores manifestações das religiões de matrizes africanas no sul da Bahia.

As atividades tiveram início às 6 horas com a realização do xirê, seguido pelo samba de roda, que animou e encantou o público durante toda a manhã, em um clima de espiritualidade, alegria e respeito às tradições afro-brasileiras.

No período da tarde, às 14 horas, aconteceu um dos momentos mais aguardados da programação: a procissão dos balaios, seguida da procissão marítima, que conduziu os fiéis em cortejo até o alto-mar para a entrega das oferendas à Rainha das Águas Salgadas, Iemanjá, e à Ndandalunda, Rainha das Águas Doces. O cortejo emocionou o público e reafirmou a força simbólica e cultural da celebração.

A edição de 2026 contou com a participação de cerca de 80 terreiros de candomblé e lideranças religiosas oriundos dos municípios de Ilhéus, Itabuna, Itajuípe, Buerarema, Porto Seguro e de toda a região sul da Bahia.

Segundo a Polícia Militar, aproximadamente 2 mil pessoas passaram pela Praia do Cristo ao longo do dia para prestigiar a festa religiosa de ancestralidade para render homenagens às divindades das águas.

O evento também contou com a presença e apoio de importantes lideranças do segmento dos Povos de Religião de Matrizes Africanas, como Tata Robson, Tata Bruno, Mãe Solange, Tata Nenete, Tata Flávio, Combono Patrick e Tata Carlus Silva, representante da Federação Nacional do Culto Afro-Brasileiro (FENACAB) em Itabuna.
Mais do que uma celebração religiosa, o Dia de Iemanjá em Ilhéus reafirmou o compromisso com o respeito à diversidade religiosa, a valorização da cultura afro-brasileira e o fortalecimento da identidade ancestral do povo baiano, deixando um legado de fé, união e resistência cultural.