Com a Copa do Mundo de 2026 dominando as conversas nas redes sociais, a semana também promete movimentação intensa nos três poderes em Brasília. Entre os destaques estão a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na cúpula do G7, a votação de propostas relacionadas à jornada de trabalho 6×1 no Congresso Nacional e julgamentos importantes no Supremo Tribunal Federal (STF).

Lula busca encontro com Trump durante o G7

O presidente Lula participa da reunião do G7, em Évian-les-Bains, na França, onde deve se reunir com o presidente francês, Emmanuel Macron, e com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi.

O governo brasileiro também tenta viabilizar uma conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir as tarifas anunciadas contra produtos brasileiros.

Além das questões comerciais, os líderes devem debater temas como os conflitos internacionais, desenvolvimento econômico e financiamento para países emergentes.

Congresso debate jornada 6×1

Na Câmara dos Deputados, o presidente Hugo Motta marcou para esta terça-feira (16) a votação do projeto que altera a jornada de trabalho 6×1.

A proposta prevê limite de 40 horas semanais e dois dias de descanso por semana. O deputado Leo Prates será o relator da matéria em plenário.

Também estão entre as prioridades da Câmara projetos sobre regulamentação da inteligência artificial, ampliação do teto de faturamento dos Microempreendedores Individuais (MEIs) e medidas relacionadas ao setor de combustíveis.

No Senado, os parlamentares devem analisar projetos voltados à educação, esporte e cidadania, além da criação da Universidade Federal do Esporte.

STF julga Eduardo Bolsonaro e Marco Civil da Internet

No Judiciário, a Primeira Turma do STF inicia nesta terça-feira (16) o julgamento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, acusado de coação por supostamente articular sanções contra autoridades brasileiras junto ao governo norte-americano.

O caso tem relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Outro tema de grande repercussão será a retomada do julgamento sobre o Marco Civil da Internet. A Corte deve definir a responsabilidade das plataformas digitais por conteúdos publicados por usuários, estabelecendo regras para atuação das chamadas big techs.

Os ministros também analisarão temas como mineração em terras indígenas e os critérios para caracterização de improbidade administrativa por agentes públicos.