Os Estados Unidos e o Irã anunciaram neste domingo (14) um acordo para encerrar o conflito iniciado em fevereiro deste ano. O tratado deverá ser assinado na próxima sexta-feira (19), na Suíça, e representa um passo importante para a retomada da estabilidade na região do Oriente Médio.

A informação foi divulgada pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que participou das negociações como mediador. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou o entendimento por meio de publicação nas redes sociais.

Segundo autoridades envolvidas nas negociações, o acordo prevê o fim das operações militares entre as partes, a reabertura do Estreito de Hormuz e o encerramento do bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos.

A expectativa de normalização do transporte marítimo provocou reação imediata no mercado internacional. Os contratos futuros do petróleo registraram forte queda após o anúncio, refletindo a perspectiva de aumento da oferta global de energia.

Além da questão comercial, o entendimento prevê o início de uma nova etapa de negociações sobre o programa nuclear iraniano. Conforme informações divulgadas por representantes dos dois países, o Irã concordou em congelar temporariamente atividades relacionadas ao enriquecimento de urânio enquanto prosseguem as discussões diplomáticas.

Apesar do avanço, divergências permanecem. Os Estados Unidos defendem o desmantelamento completo do programa nuclear iraniano, enquanto Teerã insiste em preservar sua capacidade de administrar internamente suas atividades nucleares.

O acordo também ocorre em meio a tensões envolvendo Israel e o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã. Neste domingo, um ataque israelense nos arredores de Beirute gerou críticas tanto do governo iraniano quanto do próprio Donald Trump, que afirmou que a ofensiva ocorreu em um momento delicado das negociações de paz.

Segundo o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, o entendimento firmado representa apenas a primeira fase de um processo mais amplo. Os dois países deverão manter negociações pelos próximos 60 dias para tratar de temas como sanções econômicas e o futuro do programa nuclear iraniano.

O conflito provocou forte impacto na economia global, especialmente no mercado de petróleo. Antes do início da guerra, o barril era negociado próximo de US$ 72 e chegou a ultrapassar US$ 120 durante os meses de maior tensão.