O escritor best-seller e pré-candidato à Presidência da República, Augusto Cury (Avante), defendeu a adoção do semipresidencialismo no Brasil como uma das principais propostas de seu projeto político. Em entrevista concedida ao Bahia Notícias nesta quinta-feira (11), durante evento realizado no The Latvian – Lounge & Business Club, Cury afirmou que pretende propor um plebiscito para que a população decida sobre uma possível mudança no sistema de governo do país.

Segundo o pré-candidato, o modelo semipresidencialista permitiria uma divisão mais equilibrada das funções de governo, com um primeiro-ministro responsável pela administração cotidiana do país e o presidente concentrado em questões estratégicas, como relações exteriores e comando das Forças Armadas.

“Se o país fosse semipresidencialista, seria um oásis”, declarou.

Augusto Cury também apresentou propostas relacionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Entre elas, a limitação do mandato dos ministros da Corte a oito anos, substituindo o atual sistema de permanência até a aposentadoria compulsória.

O presidenciável defendeu ainda mudanças no processo de escolha dos ministros, sugerindo que magistrados, membros do Ministério Público e representantes da advocacia indiquem os ocupantes das vagas, sem participação direta do presidente da República.

“Na minha opinião, quem deveria escolher é a própria classe dos magistrados, a classe do Ministério Público e a OAB”, afirmou.

Ao comentar sua entrada na disputa presidencial, Cury disse não buscar o poder como objetivo pessoal e definiu o presidente da República como um servidor da população.

“Para mim, o Presidente da República é apenas um empregado da sociedade, contratado pelo voto, pago pelo contribuinte, com prazo de validade para ser despedido”, concluiu.