A Academia de Letras Jurídicas de Ilhéus (ALJIL) elegeu sua segunda diretoria, consolidando mais uma etapa da trajetória da instituição, fundada em março de 2024 com o propósito de valorizar a cultura jurídica, estimular a produção intelectual e preservar a memória jurídica do município.

Ilhéus possui uma tradição histórica no ensino do Direito. A cidade abrigou o primeiro curso jurídico do interior da Bahia, a Faculdade Católica de Direito de Ilhéus, criada em 1961. Posteriormente, a instituição foi incorporada à Fespi e, mais tarde, à Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), formando profissionais que se destacaram em diversas carreiras jurídicas.

O jurista e professor Paulo Sérgio dos Santos Bomfim foi reconduzido à presidência da ALJIL. A nova diretoria contará ainda com Cléber Roriz Ferreira na vice-presidência, além de Jane Hilda Mendonça Badaró e Thyara Gonçalves Novais nas secretarias; Deusdete Machado de Sena Filho e Nilton César Gomes dos Santos na tesouraria; e Marcos Antônio Bandeira na direção da Biblioteca e da Revista Jurídica da Academia.

O Conselho Fiscal será composto pelos acadêmicos Carlos Alberto Medauar Reis e George Andrade do Nascimento Júnior.

A Academia reúne magistrados, advogados, promotores de Justiça, defensores públicos, professores universitários, pesquisadores e escritores, ocupando 40 cadeiras vinculadas a patronos e patronesses que contribuíram para a história jurídica de Ilhéus.

Entre as atividades desenvolvidas pela instituição estão conferências, solenidades acadêmicas, lançamentos de livros, eventos culturais e ações voltadas à valorização da memória jurídica local. A entidade também busca fomentar debates sobre os desafios contemporâneos do Direito.

Segundo o presidente reeleito, Paulo Sérgio Bomfim, a nova gestão pretende ampliar as atividades acadêmicas, fortalecer a produção científica, incentivar publicações especializadas e consolidar a Revista Jurídica da ALJIL como espaço de difusão do pensamento jurídico contemporâneo. A aproximação com universidades, instituições culturais e entidades do sistema de Justiça também está entre as prioridades para o próximo biênio.