Nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, completa cinco meses do triplo homicídio que chocou Ilhéus e toda a região sul da Bahia. Os corpos das três mulheres foram encontrados no dia 16 de agosto de 2025, na Praia do Sul, após terem desaparecido na véspera.
As vítimas foram identificadas como a professora Maria Helena do Nascimento Bastos, sua filha Mariana Bastos da Silva, de 20 anos, estudante de Engenharia Ambiental, e a amiga da família e também professora Alexsandra Oliveira Suzart, de 45 anos. As três haviam saído para uma caminhada na Praia dos Milionários, no dia 15 de agosto, e não retornaram.
Maria Helena e Alexsandra eram amigas, vizinhas e atuavam em unidades da rede municipal de ensino. Mariana, filha de Maria Helena, morava com a mãe. Todas residiam em condomínios localizados a cerca de 200 metros da praia, o que aumentou ainda mais a comoção e o sentimento de insegurança entre moradores da região.
As investigações apontaram, inicialmente, para um suspeito que chegou a ser preso após confessar o crime. No entanto, a perícia não identificou o DNA do suspeito na arma, o que levou a Polícia Civil a reavaliar o caso e abrir novas linhas de investigação. Entre as hipóteses analisadas está a possível ligação com o crime organizado, mas até o momento não há confirmação oficial.
Em 15 de novembro de 2025, quando o crime completou três meses, a Polícia Civil solicitou a prorrogação do prazo para conclusão do inquérito, alegando a complexidade do caso. A informação foi divulgada pela própria corporação, mas, passados cinco meses, nenhuma resposta definitiva foi apresentada à sociedade.
Com a chegada de 2026, familiares, amigos e a população de Ilhéus seguem cobrando esclarecimentos, enquanto o caso permanece sem solução, marcado por lacunas sobre autoria e motivação.